Hoje não será um daqueles posts longos. Me abstenho de impressionar, de conscientizar, de ser. De parecer. Sou assim. Frio, cru, direto, objetivo. Não há beleza nisso; somente rancor, aspereza, preto e branco, ser ou não ser. Sou uma chave incompatível com a fechadura do homem; sou um grampo que tenta invadir seus segredos, desvendar sua lógica, e nunca consegue, deixando pra trás apenas o ferimento das pontadas. Mas esse não é um post para lamentar. É um post tão somente para expressar, para botar pra fora assim, no papo reto.
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Sabem, outro dia vi o filme Nosso Lar. Recomendo que assistam, mas não vou comentá-lo aqui; vou apenas dizer que me senti o quanto desperdiço minha vida nessas angústias vãs de uma pobre criança mimada. Passei por grandes dificuldades sim, mas nada justifica minha postura cadavérica perante os desafios e necessidades do mundo. Não, esse não é um filme que me entristeceu; é um filme que me chamou à luta, me fez perceber quão grande é a irresponsabilidade de quem trabalha menos e resmunga mais. Ser espírita é um chamado para uma batalha constante, uma batalha pelo bem, pela edificação própria e do próximo. Qualquer outra coisa é bobagem. Sinto que devo mudar. E quero.
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Ando com vontade de ter aventuras, mesmo que sejam coisas simples. Não é beber, mas passear, ir ao parque, ao cinema, viajar. Minhas perspectivas de futuro têm sido meio apáticas; estou sem vontade de saber o que vêm pela frente. Isso é triste, é monótono; é como se eu não tivesse vontade de conquistar mais nada. Não sei por que isso está acontecendo (na verdade, talvez eu saiba). Só sei que não quero continuar assim.
Não fica assim, Carlitos... tu é talentoso sim!
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