domingo, 6 de dezembro de 2009

Sleeping Slaves

Acabo de voltar de uma sessão de cinema no Líbero Luxardo, onde fui ver Bastardos Inglórios, do Quentin Tarantino. Um filme que gostei, é bom dizer, pois mantém a cativante narrativa do diretor e uma boa dose de violência explícita, o que é sempre bom, pra mim. A companhia também foi ótima; nada melhor do que ver um filme abraçado com alguém, hehehe.
E o meachuta? Confesso que gostei. Apesar da superlotação do café (uma coisa que eu até gosto), os DJs estavam ótimos, tinha muitas gatinhas, muitas delas “normais” (pois eu achava que só encontraria indies lá), dancei muito, fiquei com o corpo doendo, e extremamente cansado no final. Na primeira vez que eu ouvi falar dessa festa, achei que nunca iria. Primeiro, por causa do nome: meachuta. Indie total. E eu não suporto o indie lifestyle, esse jeito de parecer intelectual e alienado/infantil/autista ao mesmo tempo. Eu gosto do jeito de vestir, algumas meninas são umas gatinhas; mas isso já é derivado da minha tara por adolescentes, o que não vem ao caso. Depois fiquei sabendo que nessa festa toca uma banda que eu odeio, a Lucy And The Popsonics. Tem até a comunidade da banda relacionada! Aí que eu criei um preconceito e aversão total por esse troço. Mas foi a Débora quem me convidou, e, como ela sempre me leva a bons lugares, resolvi dar um voto de confiança. E valeu a pena. Apesar de eu não ter ficado com ninguém – e eu queria muito – devido à minha insegurança rotineira, me diverti.
Agora, terei dois dias de folga, e uma prova ferrada na quarta. Estou com medo. Muito medo. Principalmente porque eu não sei se a UEPA vai estar com sua biblioteca aberta nesses dois dias, e eu preciso MUITO pegar um livro pra estudar. Eu posso conseguir isso na internet, mas me dedico muito mais longe do computador. A matéria é Teoria dos Números. Essa provavelmente será a prova mais complicada do ano. E o pior, é que eu só faço merda nas provas dessa disciplina, mesmo quando elas são fáceis, eu consigo a façanha de me fuder tirando uma nota abaixo da média. Agora, então... que Deus me ajude.
Hoje eu a vi online. Fazia dias que eu não a via. Não sei quantos, não foram muitos, mas pela saudade, pareceu. Novamente, não tive coragem de dizer o que tinha pra dizer. Nem saberia por onde começar. Ultimamente tenho quase-feito muito papel de idiota pra algumas pessoas, e sinto que vou fazer de novo. Mas dessa vez não quero ser poupado. Se eu tiver que me humilhar, é o mínimo que eu mereço, e é o mínimo que ela merece também. Posso estar comprando mais uma ilusão boba como as várias que eu já tive. Mas essa é a ilusão mais nobre e honesta que eu vou ter nesta vida, e eu não vou abandoná-la.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. A gente, como sempre, se iludindo com as pessoas. Sei bem como é, e me sinto otária por sabê-lo.

    Espero que dessa vez não seja só mais uma ilusão boba, Carlitos :D

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