sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Palidez

Oba, comprei meu notebook. Foi ontem. Foi há 3 meses atrás, acredito, que comecei com essa idéia. Minha ambição anterior, na época, era viajar para o RJ no fim do ano; porém, como isso é algo não muito barato de se fazer (até mesmo se comparado a um notebook), nem muito simples (nunca viajei sozinho), tive que mudar meus planos. Pensei num notebook. Hoje em dia estão tão baratos, não é mesmo (demorei pra achar essa interrogação aí!)? Até por menos de 800 reais se consegue um. Bem fuleiro, claro, mas não deixa de ser uma maquininha interessante. Eu sempre fui viciado em tecnologia, então pelo menos pra mim são interessantes. Enfim, o importante é que depois de juntar uma boa grana, com muito suor, paciência e alunos chatos, eu consegui comprar um, e estou usando ele para escrever esse post, muito embora ele ainda não tenha acesso à internet e eu esteja digitando isso no Word pra depois passar pro meu PC e postar. Eu deveria estar muito feliz.
A pergunta, meus caros, é: porque não estou?
Essa até que é fácil. Justamente por ter acabado de realizar um objetivo na minha vida é que não estou tão feliz assim. Já falei pra umas tantas pessoas que me conhecem que eu sou muito pouco materialista, não costumo chorar por coisas perdidas nem enlouquecer quando estou longe dos meus artefatos tecnológicos. E o que é que importa pra mim? Isso todo mundo já sabe. Acontece que o que importa MESMO, eu não tenho. E sempre me sinto longe de conseguir. Então é como se esses objetivos supérfluos, como o notebook, fossem apenas distrações para que eu não fique tão neurado com os meus objetivos maiores. Minha atenção e ansiedade são dividas entre os dois, aliviando minha angústia de não ter o que realmente quero. Só que a distração acabou. Já tenho um notebook. E agora? Agora não tem jeito. Tô liso demais pra arranjar qualquer outra ambição material, e estou completamente voltado para as burradas que eu fiz, a minha necessidade incurável e a falta que eu sinto de alguém. Eu sei que eu mereço conseqüências duras para os meus atos, mas nem por isso me sinto consolado das minhas carências.
Mudando de assunto, esse notebook deverá, espero, iniciar uma nova série de posts aqui no blog. Posts nada culturalmente úteis, como sempre, a não ser pra mim, que tenho uma mania de registrar tudo quanto é coisa possível que acontece na minha vida. É que meus maiores momentos de inspiração se dão quando eu não to nem um pouco afim de sentar na frente do PC e escrever, geralmente quando eu estou deitado na cama tentando pegar no sono. Evidente que com o note será bem mais fácil escrever meus textos quando bater a “liga”, então, podem esperar postagens mais freqüentes.
Hoje só não estou postando à noite porque vou pra bagaça, lá no Café com Arte, com a Débora, que puxando um pouco o saco, é a minha melhor amiga atualmente, e vou chegar quebrado como sempre. Espero que eu encontre alguém interessante lá, alguém que dessa vez tenha pelo menos um pouco de tempo pra me dar atenção, e que não tenha filhos de preferência.
Beijos e abraços a todos.

2 comentários:

  1. Ficar sem sexo pelo visto é complicado.

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  2. Se vc optar por uma internet móvel, NÃO OPTE PELA VIVO. Dica.

    E, relaxa, com o tempo tudo se ajeita. Nem que demore um tempo um pouco longo demais, enfim. Eu me sinto como você a maior parte do meu tempo, um tanto menos neurada por ser guria e jovem, etc. Mas me sinto. Então, eu posso te entender melhor que há algum tempo.

    Congratulações pelo note :D

    Bjs :*

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