Dizem que falar sozinho é loucura.
Eu concordo. Acho mais sensato quando se fala consigo mesmo.
Bom para as pessoas que são rodeadas de amigos que sempre querem saber tudo o que se passa com elas, que sempre têm um ouvido disposto a escutar tudo o que elas têm a dizer, desde a notícia mais sensacional até a coisa mais pessoal e insignificante. Infelizmente este não é o meu caso; mesmo não sendo perfeito, meu melhor amigo, sou eu mesmo.
Não que eu esteja satisfeito em ter eu mesmo como a única amizade que de tão verdadeira chega a ser utópica, longe disso, desejo ter o maior número de amigos possível; apenas fico indignado como algumas pessoas parecem ser contrárias a essa amizade tão fiel, que está sempre comigo, e acham loucura conversar com a pessoa em quem eu mais confio. Não é minha culpa se a humanidade é tão cheia de tabus e rituais que me impedem de me expressar da maneira como eu quero. Conversando comigo mesmo eu posso dizer tudo o que quero, na lata, sem precisar estar em um contexto adequado para tal nem me preocupar com a impressão que o interlocutor vai ter de mim. Estou sempre disposto a ouvir tudo o que tenho a dizer e me interesso intensamente por cada detalhe de tudo o que eu queira dizer, assim como emito opinião a respeito e me aconselho. Posso até me julgar pelo que eu digo, mas sempre concordo com meu próprio julgamento e nunca tenho medo da verdade. Compartilho comigo sem nenhuma vergonha ou pudor meu jeito mais louco, meu lado mais insano, meu íntimo que todo o resto do mundo condenaria e discriminaria; só eu estou ao meu lado sempre, na felicidade, na angústia, até quando estou tomando banho ou cagando eu estou comigo, pronto pra me sentir e ouvir quem sou eu.
Não é preciso falar em voz alta pra conversar consigo mesmo. Embora um grito de dor ou um choro soluçado ajudem bastante a extravasar emoções, basta um pensamento para que o seu eu desperte e sente ao seu lado para te escutar com o mesmo interesse que uma criança pede para o seu avô lhe contar uma história. O pensamento e a imaginação se expressam de formas mais claras do que todas as palavras e mídias neste mundo poderiam, e é por isso que você se importa como ninguém com o que você tem a contar. Se você prefere falar, e daí? Procure um canto de intimidade com você e abra o jogo. Ignore as pessoas que gozam de você, porque elas não te merecem tanto quanto você se merece. Nem todas são capazes de admitir que também são sensatas o suficiente pra falarem consigo. Pois, pra mim, quem não dialoga entre si, só pode ser louco.
Eu concordo. Acho mais sensato quando se fala consigo mesmo.
Bom para as pessoas que são rodeadas de amigos que sempre querem saber tudo o que se passa com elas, que sempre têm um ouvido disposto a escutar tudo o que elas têm a dizer, desde a notícia mais sensacional até a coisa mais pessoal e insignificante. Infelizmente este não é o meu caso; mesmo não sendo perfeito, meu melhor amigo, sou eu mesmo.
Não que eu esteja satisfeito em ter eu mesmo como a única amizade que de tão verdadeira chega a ser utópica, longe disso, desejo ter o maior número de amigos possível; apenas fico indignado como algumas pessoas parecem ser contrárias a essa amizade tão fiel, que está sempre comigo, e acham loucura conversar com a pessoa em quem eu mais confio. Não é minha culpa se a humanidade é tão cheia de tabus e rituais que me impedem de me expressar da maneira como eu quero. Conversando comigo mesmo eu posso dizer tudo o que quero, na lata, sem precisar estar em um contexto adequado para tal nem me preocupar com a impressão que o interlocutor vai ter de mim. Estou sempre disposto a ouvir tudo o que tenho a dizer e me interesso intensamente por cada detalhe de tudo o que eu queira dizer, assim como emito opinião a respeito e me aconselho. Posso até me julgar pelo que eu digo, mas sempre concordo com meu próprio julgamento e nunca tenho medo da verdade. Compartilho comigo sem nenhuma vergonha ou pudor meu jeito mais louco, meu lado mais insano, meu íntimo que todo o resto do mundo condenaria e discriminaria; só eu estou ao meu lado sempre, na felicidade, na angústia, até quando estou tomando banho ou cagando eu estou comigo, pronto pra me sentir e ouvir quem sou eu.
Não é preciso falar em voz alta pra conversar consigo mesmo. Embora um grito de dor ou um choro soluçado ajudem bastante a extravasar emoções, basta um pensamento para que o seu eu desperte e sente ao seu lado para te escutar com o mesmo interesse que uma criança pede para o seu avô lhe contar uma história. O pensamento e a imaginação se expressam de formas mais claras do que todas as palavras e mídias neste mundo poderiam, e é por isso que você se importa como ninguém com o que você tem a contar. Se você prefere falar, e daí? Procure um canto de intimidade com você e abra o jogo. Ignore as pessoas que gozam de você, porque elas não te merecem tanto quanto você se merece. Nem todas são capazes de admitir que também são sensatas o suficiente pra falarem consigo. Pois, pra mim, quem não dialoga entre si, só pode ser louco.
então.. eu realmente acho digno conversar consigo mesmo. vc simplesmente não corre o risco de ser avacalhado, injustiçado ou nada disso.. o seu outro eu entende perfeitamente o que o vc fez, ou pretende fazer.. por mais estúpido que possa soar a ouvidos alheios.. afinal, como já diria o grande renato russo, "se vc quiser alguem em quem confiar, confie em si mesmo". o resto do mundo que se foda.
ResponderExcluirme ispirei aqui pra escrever o meu post :B enjoy it! :*
ResponderExcluirEu concordo com o texto, de um modo geral. E é quase o mesmo princípio de um diário (Só que ainda melhor). Uma vez eu escrevi um texto sobre diários, e era mais ou menos a mesma base. De qualquer forma, bom texto, Carlinhos! :)
ResponderExcluirOi. Vamos ser amigos?
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