Eu não gosto da Pitty. Mas o tema deste post me fez lembrar desse refrão, e por isso eu o usei.
É, andei muito tempo sem postar (considero quase duas semanas como muito tempo), e peço desculpas, mais para mim mesmo do que para o leitor, pois sei que minha vontade de escrever é muito maior do que a vontade de alguém ver uma coisa nova aqui, embora eu saiba que tem gente que realmente quer. Faltaram-me paciência (pois gosto de escrever bem, e isso requer tempo), criatividade e motivação, pois ultimamente tenho feito algumas coisas bem interessantes, como voltar a ler quadrinhos e jogar (até War eu joguei! \o/), e outras nem tanto, como ir várias vezes ao shopping verificar a quantas anda meu celular na assistência técnica. Que não fica no shopping, e sim bem próximo, mas quando eu vou pra lá não resisto ao impulso capitalista de namorar vitrines e comer guloseimas. Minhas aulas recomeçaram, e as preocupações também, mas ainda estamos indo devagar, e nas semanas seguintes haverão a semana acadêmica e o EPAEM (Encontro Paraense de Educação Matemática) que anulam as aulas e garantem minhas horas de atividade extra, ou como quer que isso se chame.
Agora vamos lá, ao tema do tópico.
Quem me conhece desde o ensino médio sabe que eu costumava ser extravagante nas minhas roupas e acessórios naquela época. Quase só andava com camisa de banda, pulseira de espinhos, cordão com pingente gótico, anel de garra e coisas assim. Também já fui ao colégio fazendo cosplay de Neo, do Matrix (só não tinha o coturno), embora não em horário de aula. Uma vez pintei o cabelo com spray azul, e ficou legal (pelo menos eu achei, mesmo o cabelo tendo ficado duro como pedra), isso antes de ir pra aula, não satisfeito pintei a boca com batom preto no intervalo e saí desfilando desse jeito, infelizmente (?) a coordenadora viu a presepada e pediu (leia-se: mandou) que eu tirasse o batom. Noutra ocasião pintei as unhas de vermelho no intervalo do colégio a pedido de uma amiga, tecnicamente ficou uma merda, mas eu gostei mesmo assim e saí na rua com as unhas pintadas. Hoje, para a felicidade dos meus pais, parei com essas coisas e sou uma pessoa mais "normal", não porque minha opnião hoje sobre isso seja a mesma de todos os "maduros", que diziam que eu estava apenas a passar por uma fase ou precisava de auto-afirmação, mas sim porque percebi que eu queria experimentar coisas diferentes do diferente, queria ser alguém mais variado, não ter apenas roupas pretas no guarda-roupa. É claro que as pressões externas também me influenciaram (leia-se: obrigaram-me) muito para que eu seja o que sou hoje, mas até que eu gosto do que sou, o que não significa que posso gostar para sempre, talvez no futuro surja alguma coisa nova e diferente que me atraia, e mude meu estilo. Todos dizem que, o adolescente quando se comporta de maneira não-usual, é porque está seguindo uma moda que logo vai passar ou porque quer chamar atenção. Concordo muitas vezes com a segunda, mas não acredito que podemos resumir o comportamento dos jovens como "fases", como se fôssemos simples embriões a passar pelos estágios de desenvolvimento até nos tornarmos adultos, como se nessas fases não houvesse nada que nos pudesse acrescentar alguma coisa e fosse um processo a ser acompanhado com angústia pelos pais, não vendo a hora dele acabar, como uma doença que não pudesser ser prevenida. Se assim é, então porque não podemos considerar a "adultescência" como uma fase? Afinal é a fase em que todos querem agir igual, vestir camisa Pólo, de botão, usar mais calças, beber mais, ser mais padronizados e robotizados. Infelizmente muitos têm que aparentar o que não são, e ficam tão bitolados que não conseguem mais voltar a ser quem eram antes e ainda criticam ou aprendem a ver com maus olhos o seu verdadeiro eu.
Eu não gosto da cultura japonesa, mas quase sempre que vejo uma reportagem sobre o Japão vejo jovens vestidos das mais diversas maneiras, muitos esquisitos, porém DIVERSOS. Eu não curto Visual Kei, mas gosto dessa liberdade que existe no Japão de ser diferente, ou pelo menos a liberdade que se aparenta na TV, afinal não sei se lá rola algum tipo de preconceito contra essas pessoas. Nunca entendi e acho que nunca vou entender o motivo de se proibir alguém de ser diferente. Criticar tudo bem, cada um tem seu próprio gosto, mas oprimir, discriminar e tratar com preconceito eu acho algo muito errado. Não sou nenhum santo, muitas vezes tenho preconceito contra quem gosta de techno-brega e muitas vezes evito-as, embora não as xingue diretamente. Mas acho que o livre arbítrio de pensar e agir é lindo, isso quando não fere o direito de ninguém, é claro. Às vezes sonho em viver num mundo mais diversificado, onde ao sair na rua eu visse pessoas com cabelos coloridos em tons de amarelo, roxo, verde, azul, branco, púrpura, anil, piercing, tatuagem, cara pintada, acessórios esdrúxulos, e visse essas pessoas sendo respeitadas como gente que é gente, pessoas normais como qualquer outra, que apenas possuem personalidade diferente e assumem isso abertamente. Nada contra quem seja mais conservador, tudo contra quem recrimina o que seja fora dos padrões estéticos. É claro que existe um certo limite a ser respeitado. Por exemplo, se te convidarem pra uma festa de 15 anos traje esporte fino, é falta de respeito ir fantasiado de Tarzan. Da mesma forma como eu não iria querer que um cara que acabou de se banhar em lama entrasse na minha casa, tenho que respeitar os requisitos alheios e a formalidade, embora esse seja um assunto difícil de se discutir limites de tolerância (por exemplo: é discriminação não contratar uma pessoa para ser atendente só porque ela tem uma tatuagem, mas querer o emprego com um moicano verde cor de marca-texto é desrespeitar a formalidade).
O que quero dizer afinal é que ninguém deveria ter medo ou vergonha de ser diferente, pois segundo a constituição deve-se "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação." (fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm), pois mesmo um emo tem o direito de ser da maneira que mais lhe faz feliz, apesar de não me agradar, o que interessa é estar contente com o que você é, ser de acordo com o que seu coração desejar, agradar a si mesmo para depois agradar os outros. É isso.
Mudando de assunto, hoje tive minha primeira oportunidade de aula particular depois da Keitth, só que o idiota aqui recusou só porque era de noite, nem sei o que passava pela minha cabeça. Só depois fui me tocar o dinheiro que perdi (40 reais por mês no mínimo, o que é bem importante pra alguém que ganha 50 reais de mesada). Mas isso me incentivou a sair espalhando os cartazes com minha propaganda de serviço, coisa que ainda não fiz e tenho medo de fazer, devido à onda de assaltos que assola a rua da Pedro Miranda.
Abraço e obrigado pela leitura.
É, andei muito tempo sem postar (considero quase duas semanas como muito tempo), e peço desculpas, mais para mim mesmo do que para o leitor, pois sei que minha vontade de escrever é muito maior do que a vontade de alguém ver uma coisa nova aqui, embora eu saiba que tem gente que realmente quer. Faltaram-me paciência (pois gosto de escrever bem, e isso requer tempo), criatividade e motivação, pois ultimamente tenho feito algumas coisas bem interessantes, como voltar a ler quadrinhos e jogar (até War eu joguei! \o/), e outras nem tanto, como ir várias vezes ao shopping verificar a quantas anda meu celular na assistência técnica. Que não fica no shopping, e sim bem próximo, mas quando eu vou pra lá não resisto ao impulso capitalista de namorar vitrines e comer guloseimas. Minhas aulas recomeçaram, e as preocupações também, mas ainda estamos indo devagar, e nas semanas seguintes haverão a semana acadêmica e o EPAEM (Encontro Paraense de Educação Matemática) que anulam as aulas e garantem minhas horas de atividade extra, ou como quer que isso se chame.
Agora vamos lá, ao tema do tópico.
Quem me conhece desde o ensino médio sabe que eu costumava ser extravagante nas minhas roupas e acessórios naquela época. Quase só andava com camisa de banda, pulseira de espinhos, cordão com pingente gótico, anel de garra e coisas assim. Também já fui ao colégio fazendo cosplay de Neo, do Matrix (só não tinha o coturno), embora não em horário de aula. Uma vez pintei o cabelo com spray azul, e ficou legal (pelo menos eu achei, mesmo o cabelo tendo ficado duro como pedra), isso antes de ir pra aula, não satisfeito pintei a boca com batom preto no intervalo e saí desfilando desse jeito, infelizmente (?) a coordenadora viu a presepada e pediu (leia-se: mandou) que eu tirasse o batom. Noutra ocasião pintei as unhas de vermelho no intervalo do colégio a pedido de uma amiga, tecnicamente ficou uma merda, mas eu gostei mesmo assim e saí na rua com as unhas pintadas. Hoje, para a felicidade dos meus pais, parei com essas coisas e sou uma pessoa mais "normal", não porque minha opnião hoje sobre isso seja a mesma de todos os "maduros", que diziam que eu estava apenas a passar por uma fase ou precisava de auto-afirmação, mas sim porque percebi que eu queria experimentar coisas diferentes do diferente, queria ser alguém mais variado, não ter apenas roupas pretas no guarda-roupa. É claro que as pressões externas também me influenciaram (leia-se: obrigaram-me) muito para que eu seja o que sou hoje, mas até que eu gosto do que sou, o que não significa que posso gostar para sempre, talvez no futuro surja alguma coisa nova e diferente que me atraia, e mude meu estilo. Todos dizem que, o adolescente quando se comporta de maneira não-usual, é porque está seguindo uma moda que logo vai passar ou porque quer chamar atenção. Concordo muitas vezes com a segunda, mas não acredito que podemos resumir o comportamento dos jovens como "fases", como se fôssemos simples embriões a passar pelos estágios de desenvolvimento até nos tornarmos adultos, como se nessas fases não houvesse nada que nos pudesse acrescentar alguma coisa e fosse um processo a ser acompanhado com angústia pelos pais, não vendo a hora dele acabar, como uma doença que não pudesser ser prevenida. Se assim é, então porque não podemos considerar a "adultescência" como uma fase? Afinal é a fase em que todos querem agir igual, vestir camisa Pólo, de botão, usar mais calças, beber mais, ser mais padronizados e robotizados. Infelizmente muitos têm que aparentar o que não são, e ficam tão bitolados que não conseguem mais voltar a ser quem eram antes e ainda criticam ou aprendem a ver com maus olhos o seu verdadeiro eu.
Eu não gosto da cultura japonesa, mas quase sempre que vejo uma reportagem sobre o Japão vejo jovens vestidos das mais diversas maneiras, muitos esquisitos, porém DIVERSOS. Eu não curto Visual Kei, mas gosto dessa liberdade que existe no Japão de ser diferente, ou pelo menos a liberdade que se aparenta na TV, afinal não sei se lá rola algum tipo de preconceito contra essas pessoas. Nunca entendi e acho que nunca vou entender o motivo de se proibir alguém de ser diferente. Criticar tudo bem, cada um tem seu próprio gosto, mas oprimir, discriminar e tratar com preconceito eu acho algo muito errado. Não sou nenhum santo, muitas vezes tenho preconceito contra quem gosta de techno-brega e muitas vezes evito-as, embora não as xingue diretamente. Mas acho que o livre arbítrio de pensar e agir é lindo, isso quando não fere o direito de ninguém, é claro. Às vezes sonho em viver num mundo mais diversificado, onde ao sair na rua eu visse pessoas com cabelos coloridos em tons de amarelo, roxo, verde, azul, branco, púrpura, anil, piercing, tatuagem, cara pintada, acessórios esdrúxulos, e visse essas pessoas sendo respeitadas como gente que é gente, pessoas normais como qualquer outra, que apenas possuem personalidade diferente e assumem isso abertamente. Nada contra quem seja mais conservador, tudo contra quem recrimina o que seja fora dos padrões estéticos. É claro que existe um certo limite a ser respeitado. Por exemplo, se te convidarem pra uma festa de 15 anos traje esporte fino, é falta de respeito ir fantasiado de Tarzan. Da mesma forma como eu não iria querer que um cara que acabou de se banhar em lama entrasse na minha casa, tenho que respeitar os requisitos alheios e a formalidade, embora esse seja um assunto difícil de se discutir limites de tolerância (por exemplo: é discriminação não contratar uma pessoa para ser atendente só porque ela tem uma tatuagem, mas querer o emprego com um moicano verde cor de marca-texto é desrespeitar a formalidade).
O que quero dizer afinal é que ninguém deveria ter medo ou vergonha de ser diferente, pois segundo a constituição deve-se "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação." (fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm), pois mesmo um emo tem o direito de ser da maneira que mais lhe faz feliz, apesar de não me agradar, o que interessa é estar contente com o que você é, ser de acordo com o que seu coração desejar, agradar a si mesmo para depois agradar os outros. É isso.
Mudando de assunto, hoje tive minha primeira oportunidade de aula particular depois da Keitth, só que o idiota aqui recusou só porque era de noite, nem sei o que passava pela minha cabeça. Só depois fui me tocar o dinheiro que perdi (40 reais por mês no mínimo, o que é bem importante pra alguém que ganha 50 reais de mesada). Mas isso me incentivou a sair espalhando os cartazes com minha propaganda de serviço, coisa que ainda não fiz e tenho medo de fazer, devido à onda de assaltos que assola a rua da Pedro Miranda.
Abraço e obrigado pela leitura.
Cara, espero que você não esteja ouvindo Rádio Blast.
ResponderExcluirNem sei o que é isso.
ResponderExcluirInteressante teu texto, concordo com boa parte dele. Ah, e não sabia desse teu lado "rebelde" do ensino médio XD
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