quinta-feira, 3 de julho de 2008

Redenção

Oi pessoal. Tô mais feliz agora, já entrando em clima de férias, pois finalmente vou marcar minha avaliação médica e psicológica no DETRAN pra ver se eu sou normal o suficiente pra dirigir um carro. Com essa idade não dá mais pra depender do papai pra levar e buscar da casa da namorada, e também é melhor poder trazê-la em casa no conforto do que encarar calçadas terríveis como as da frente do Castanheira, ônibus lotados, gente mal-educada etc. Agora ela não vai mais poder usar a desculpa de que está com preguiça pra não sair à noite comigo. =)

Andei dando umas mexidas no blog, coloquei a minha foto no "Quem sou eu" mas acho que ela ficou muito pequena e sem expressão, por isso deixei como elemento de página mesmo. Aprendi a colocar links decentes para os blogs que eu visito e coloquei outras músicas do Agalloch. E agora vou passar a postar em justificado porque eu acho mais bonito.

Hoje vou publicar uma poesia que acabei de escrever agora há pouco, pra tentar me redimir do pagode que eu criei.

Fuga


Cansado da cidade eu tenho andado,

E da sua socie, mais amarga parte desta fruta

Que já até penso enclausurar-me numa gruta

E viver como os selvagens do passado.


Selvagens estes, menos bichos são

Que os civilizados, ocos, cidadãos

Estes que pregam aos altos céus a santidade

Somente a fim de mascarar a iniqüidade

Que lhes corrompem alma, corpo, e coração.


Vou ausentar-me deste inferno de loucuras

Viver no mato, na areia, ou nas alturas

Qualquer lugar que esteja ainda intocado

Pela mancha, veste negra do pecado

Sobre a qual me alertou o anjo alado

“Cuidado, pois, é gerador da guerra e fome

que no futuro dizimará o próprio homem”


Pois longe do urbano eu cá estou,

Vivendo a vida como um velho pastor,

Que planta e colhe a sua própria comida,

Da natureza faz sua própria moradia,

Vive nua e inocente a sua vida.


Logo se lembra, porém do que deixou

Na metrópole, vê tudo o que ficou

Deixou pra trás suas antigas mordomias,

Que agora, pára, pensa, e avalia

“Mas que mal há em viver com regalia

se levar comigo o estado puro em que estou?”


E lá eu volto à minha querida cidade

No fundo eu sempre soube a verdade

Sou seduzido pelo sabor materialista

Ao qual sucumbe o sempre pobre capitalista.

5 comentários:

  1. O poema ficou bom, e forte. Capaz de seres perseguido e exilado num futuro próximo por causa dele.

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  2. humm. lembrou bastante algo àrcade sabe...fuhere urbem e tals.
    fostei da poesia. Humm...como jah tinha comentado em outro blog, também quero aprender a dirigir. todos estão aprendendo menos eu, estou ficando pra trás. acho que vou fazer um curso aí.

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  3. oi natã dis que vc te namorada vrdade????? ki legal heim cara!! acessa a justiceira www.justiceiranonima.blogspot.com, entrevista exclusiva cum natã, quadrinhos hilários (oloco), contos tristes e o mlr xinga o brazil!!

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  4. QUALEH CARSLOSA VAMOS ATUALIAR BLOG!!!

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  5. Eu também lembrei do fugere urbem... Taí, gostei do poema. Você se redimiu bem do tal pagode huauhahuauh (desculpas XD) mas é sério, gostei do poema.

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